Em 1893 o Santacruzense Sr. Abraão Tatsch industrializava banha que era produzida na colônia, naquela época a produção de gordura vegetal era muito pequena, quase nem existia, já a gordura animal e principalmente a de suínos, era consumida mais na alimentação.

Para a industrialização Sr. Abraão montou uma refinaria, o produto saia de Santa Cruz do Sul de barco até Porto Alegre, depois seguia de navio para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde seu produto também era comercializado, e assim foi até a década de 30.

No final da década de 30 a empresa passou a ser administrada por Adolfo Evers que assumiu no lugar de Abraão Tatsch após o seu falecimento.
No mesmo período a Excelsior passa por uma crise devido ao movimento da Fidelização animal no Brasil, o Ministério da Agricultura achou melhor criar normas, uma delas era que o processo dos produtos derivados de animais teria que ser feito no local, com isso as refinarias de banhas do estado tiveram que se adaptar as novas normas.
No inicio da década de 40 a Excelsior constrói seu primeiro frigorífico e sofreu a sua primeira crise financeira, com isso, Sr. Adolfo Evers vendeu a empresa para os irmãos Carlos Pedro e João Fernando Baumhardt, eles tiveram a idéia de aproveitar a carne do suíno, pois naquela época apenas a banha servia para a produção, na ocasião trouxeram dois técnicos da Europa para desenvolver uma nova linha de produtos.

No inicio da década de 50 a soja começa a ser industrializada no Brasil, com isso, aconteceu uma mudança nos hábitos dos consumidores, o óleo de soja e a margarina tem uma grande vantagem com relação ao preço, isso gerou um grande impacto na indústria de suínos que tinha sua produção voltada somente neste produto. Mas a Excelsior já tinha dado um passo muito importante quando trouxeram técnicos da Europa para desenvolver uma nova linha de produtos, graças a uma visão de empreendedorismo dos irmãos Baumhardt, a Excelsior já produzia lingüiças patês, e salames. Porém ainda tinha uma dificuldade na produção, pois os suínos produziam mais banha do que carne.
Em 1960 inicia maior industrialização das carnes, mas para que isso acontecesse a Excelsior foi buscar na Europa novas raças de suínos, cruzaram as raças e chegaram a uma que produzia mais carne do que banha e com esse problema resolvido a Excelsior só cresceu.
Após passar por dificuldades, chegou à década de 70, onde a Excelsior passou por uma grande transformação, a empresa inaugurou um novo abatedouro em 1975 foi criada a Agropecuária Excelsior, visando atender parte do abastecimento de suínos do frigorífico, em conjunto com as ações desenvolvidas pelo departamento agropecuário através do sistema integrado Excelsior. No mesmo período a empresa buscou novas tecnologias, melhorando assim a industrialização, como também a qualidade de seus produtos.

No fim da década de 90 após passar por uma crise financeira, a Excelsior implementou um plano de reestruturação. No ano de 2000 foi encerrado o abate na indústria, encerrando-se assim as atividades da agropecuária. A partir de então se iniciou a compra da carne suína já abatida de fornecedores selecionados.
No mesmo período a Excelsior investiu na inovação, com criação de novas linhas de produtos, aquisição de novos equipamentos e tecnologias diferenciadas. Outro passo importante realizado pela empresa foi adesão ao Programa de Qualidade Total com a implantação de Ferramentas da Qualidade, que apoiaram e apóiam até os dias de hoje para o crescimento da empresa.
Ao longo da sua história, a Excelsior sempre superou suas dificuldades, entretanto numa coisa nunca mudou, sempre produziu produtos com alta qualidade para satisfazer os consumidores.
Através da história da Excelsior, que queremos mostrar quem fez e quem faz parte desta grande empresa. É devido à confiança que o consumidor tem em nossos produtos que conquistamos solidez de mais de um século. É assim que a Excelsior cresce, sempre junto do consumidor.
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